COLUNISTA ANGELA POPLADE

em 04 de março de 2017

Não estou usando este meio de comunicação para fazer criticas ao governo no qual eu não tenho nada contra, mais sim contra um sistema de atitudes de ano após ano cometendo os mesmos erros.

 Não se brinca com pessoas, com animais, com a natureza, isso tudo tem  que ser levado à serio antes que seja tarde demais. Não é porque meia dúzia de pessoas tem uma opinião que a comunidade de um local pensa da mesma forma.

Vivemos num arquipélago, o único no Brasil e não estamos sabendo como explorar esses presentes nos dado pela natureza. Talvez eu esteja equivocada com algumas coisas, mais gostaria que as pessoas que são conhecedoras do assunto me explicassem;

Porque fazemos festas trazendo centenas e centenas de pessoas para um lugar onde não existem serviços fundamentais para um atendimento ao turista?

Turismo é movimento de pessoas, é um fenômeno social, econômico e cultural que envolve pessoas.

Tal ramo é de fundamental de importância para o profissionalismo do setor turístico e necessário para a economia do Brasil, do estado e dos municípios.

O TURISMO tem uma peculiaridade, pois para se promover, realizar o TURISMO é necessário o fator "ambiente/paisagem" sem a qual o Turismo não se realiza.

Diante do fato exposto, é necessário que se realize o "Turismo Sustentável", garantindo a preservação do meio ambiente, a participação da comunidade local e a continuidade (não "eternamente", mas com um tempo de aproveitamento indefinido) do recurso natural, minimizando os impactos gerados no meio ambiente, nas culturas locais, na fauna e na flora, idealizando uma consciência do usuário do produto turístico.

Nós da GAMBOA DO MORRO, fomos presenteados por uma natureza invejável, uma natureza que se for destruída jamais voltará a ser a mesma coisa. E o que damos em troca pela graça que recebemos?

UMA FESTA QUE CHAMARAM DE CARNAVAL.

 Um grupo de pessoas que pensam em ganhar dinheiro em poucos dias o mesmo valor que levariam meses para faturar. É o único interesse que há por detrás disso.

O RESTO É TRISTEZA.

Tristeza de ver as portas entupidas de caixas, garrafas de bebidas, sacos e mais sacos de supermercados de VALENÇA, sim de VALENÇA, pois as pessoas que visitam nossa comunidade em época de carnaval, a maioria é pessoas de Valença e de cidades vizinha.

A comunidade de Cairu já contribui com uma boa fatia de impostos arrecadados pela prefeitura de Valença  vindas do comercio de Morro de São Paulo, Gamboa, e Boipeba. Essas localidades dependem e muito quase que 100% de Valença.

É um verdadeiro transtorno quando estamos chegando próximos à data do carnaval, barcos cheios, com excesso de bagagem, falta de embarcações.

Existe um desgaste enorme para a prefeitura de Cairu para a organização destas festas. Um deslocamento de pessoal de apoio. Preparação de ruas, fiscais, cursos, limpeza publica, transporte de artistas, equipamentos, refeições, policiais, posto de saúde com equipe especial etc... E tudo isso para ter como resultado, ZERO em arrecadação de impostos, pois as famílias que pensam em ganhar dinheiro no carnaval também alugam suas casas com capacidades para cinco pessoas e aparecem trinta, trazendo como bagagem um monte de mochilinhas, com todo o supermercado feito para café almoço e jantar, deixando o comércio às moscas,  sacos e sacos de carvão com churrasqueiras armadas no meio da rua, lixo por toda parte.

O pior de tudo. Nosso paraíso é desprovido de saneamento básico, fossas transbordando exalando o mau cheiro servindo de criticas feitas pelos próprios usuários de um lugar atrasado que promove carnavais e não faz o saneamento básico. FOI O QUE ESCUTEI

Reclamações e mais reclamações da falta de energia elétrica, queimando lâmpadas obrigando os usuários a manter os aparelhos fora das tomadas correndo o risco de queimar, e o que eles não gastaram em suprimentos nos supermercados, gastaram com a compra de velas.

COMO É QUE UM MORADOR DA GAMBOA se sente ouvindo e vendo tudo isso?

E OS COMERCIANTES RECLAMANDO DO MOVIMENTO QUE “NÃO FOI COMO  NOS ANOS ANTERIORES” e o que salvou foi a venda de velas.

Depois que as bandas encerraram suas atividades, saiu pelas ruas da Gamboa um quadricículo com um equipamento de som, tocando musicar antigas de carnaval, aquelas marchinhas de blocos e o povo adoraram.

Gamboa é terra de veraneio. Aqui as famílias alugam suas casas e as famílias que as ocupam para veranear são pessoas que gostam de paz, de tranquilidade.

Gamboa é terra que recebe o turista vindo de todos os cantos do mundo.

Gamboa é terra de pessoas que gostam de trabalhar, e para que isso aconteça é precisa investimento. E carnaval não gera faturamento. Existem outras maneiras de se ganhar dinheiro e de se promover um local turístico. Existem outras prioridades no lugar de festas, que traz desenvolvimento para uma comunidade e nós precisamos crescer...

Uma cabeça tem poucas ideias, duas, três melhor, e uma comunidade traz as soluções quando ela é ouvida.

 

 

 


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